O SANTO SUDÁRIO

Aviso aos cristãos fervorosos e conservadores: este texto contém referências que podem chocar.

O causo faz parte dos anais (literalmente…) da imprensa gaúcha.

Anos setenta, cobertura do campeonato brasileiro de futebol. A equipe da Rádio Gaúcha chega ao Rio de Janeiro para um jogo do Internacional.

Desembarcaram de manhã, sob um calor infernal, e foram direto para o hotel. Todos no mesmo quarto:  narrador, comentarista, repórter e operador técnico.

Os nomes serão preservados. Vai que alguém não goste de relembrar o fato, né?

Pelo menos um deles é falecido.

Sufocados pelo verão carioca, muito suados, decidiram que não dava para ir para o estádio sem antes tomar um banho.

Cada um tomou sua chuveirada e estendeu a toalha onde dava pelo quarto.

O último demorou um pouco mais, e quando saiu, esticou a toalha branca pendurando na porta do banheiro, à vista de todos.

A imagem estampada no tecido felpudo branco não deixava dúvidas: o comentarista não havia feito uma higiene muito cuidadosa.

E na mesma hora, diante daquela “obra” que lembrava uma conhecida imagem sacra, o colega ganhou o apelido: Santo Sudário.

Esse pessoal não perdoa…