MIM NÃO FALAR SEU LÍNGUA!

É inadmissível hoje um jornalista não saber se comunicar em inglês ou espanhol. Pode até não ser fluente, mas tem que ter condições de conversar com uma fonte sabendo expressar claramente suas indagações e compreender as respostas.

Além do inglês ser a língua universal, a web com seus gadgets e aplicativos impõem um vocabulário onde o português é cada vez mais um corpo estranho neste organismo que não para de crescer e de influenciar nossas vidas.

A internet também permite que a apuração de uma matéria ponha você em contato direto e instantâneo, em imagem e som, com as mais variadas fontes em praticamente qualquer lugar do mundo. Uma facilidade impensável há alguns anos, mas que só tem valor se você souber se comunicar.

Quanto ao idioma espanhol convém lembrar que, além de ser uma das línguas mais faladas no mundo, é o idioma oficial de TODOS os nossos vizinhos nas América do Sul e Central, com exceção do Haiti.

NUNCA SE SABE QUANDO SURGIRÁ AQUELA PAUTA ESPECIAL!

Pautas com entrevistado estrangeiro ou mesmo coberturas no exterior podem surgir a qualquer momento. Estar em condições de aproveitar essas oportunidades é a chance de dar um belo upgrade na profissão.

Saber inglês pode ser o diferencial na hora em que a chefia vai  escolher quem vai usar o passaporte no aeroporto e também para decolar a carreira.

Falando em aeroporto, imagine o seguinte: Você está lá, de folga, esperando preguiçosamente seu voo, esticado na poltrona do saguão. Aí você percebe uma importante personalidade estrangeira dando sopa bem na sua frente.

Se você souber fazer uma abordagem correta e sustentar uma conversa em inglês ou espanhol, basta pegar o celular e garantir uma matéria exclusiva. Captada, editada e gerada ali mesmo, com seu smartphone.

Por outro lado, se você acha que bastaria estar no nível “the book is on the table…”, já era.  Vale o mesmo se você estiver pensando em tomar uma “cueca-cuela”.

Lembre:se  sua pronúncia pode não ser perfeita, mas um entrevistado de língua inglesa ou espanhola vai tolerar alguns tropeços, desde que você saiba se fazer compreender e se comunicar de forma objetiva, sem uma performance rocambolesca que lhe faça parecer um jornalista tosco, a ponto de o entrevistado desistir por achar que não vale a pena dar a chance.

Got it?