JORNALISTA NÃO PODE CAIR EM FAKENEWS!

Todos louvamos a web e suas infindáveis fontes de informação sobre tudo e tudo ao mesmo tempo aqui e agora na velocidade da luz. Mas nem todos sabem tudo sobre o lado negro desta força que nos domina em todos os gadgets que carregamos e idolatramos.

As redes sociais são maravilhas que turbinaram mais do qualquer invenção da humanidade as relações interpessoais, ainda que muita gente se satisfaça basicamente com as ligações virtuais e todas as confortáveis máscaras que ela proporciona.

As famigeradas fakenews são a cara mais visível do lado obscuro das redes. A proliferação de blogs de fofocas, de “opinião” e pseudo-agências de noticias web geram sem parar um aluvião de informações focadas deliberadamente na desinformação, com terabites de pura má intenção.

Para os incautos, é fácil cair nos engodos que surgem na tela dos PCs ou smartphones com manchetes bombásticas e textos lotados de afirmações tão agudas quanto falsas.

E o povo sai compartilhando aqueles posts achando que está disseminando informação de verdade, quando na real está apenas fazendo o jogo de grupos pra lá de espertos e maldosos.

Nós, jornalistas e pessoal da comunicação em geral, não temos desculpa para cair nestas armadilhas. A essência do nosso ofício é justamente apurar, filtrar, depurar a informação para que ela seja publicada em benefício da sociedade, e não contra ela.

Nosso trabalho e nossa formação nos dá ferramentas básicas para perceber os sinais destas falcatruas virtuais, tanto no aspecto técnico quanto ético. Qualquer bom jornalista sabe como avaliar a qualidade destas mensagens, verificando a construção dos textos, o contexto e o direcionamento dos conteúdos. Na dúvida, apure as fontes antes de acreditar e compartilhar.

Não exercer nossa tarefa primordial como comunicadores e se deixar enrolar pelos disseminadores destas tramóias é abdicar da profissão.