CUIDADO COM AS FAKE SOURCES!

Tentar manipular a imprensa é coisa tão velha quanto a prensa do Gutemberg. O que mudam são as denominações das práticas que buscam enganar jornalistas e veículos de comunicação.

Turbinada pelas cada vez mais avassaladoras redes sociais, vivemos hoje a era das Fake News.

E agora temos as Fake Sources, as fontes falsas.

O alerta foi dado pelo jornalista Tulio Milman, em nota no Informe Especial, seção do jornal Zero Hora de 30/11/2017.

Ele relata que duas repórteres do Washington Post foram insistentemente procuradas por uma mulher que afirmava ter sido engravidada por um candidato ao senado dos EUA e que este a teria obrigado a abortar quando ela tinha pouco mais de 15 anos.

Apesar da manchete atraente, que certamente teria grande repercussão, as repórteres prezaram os mandamentos básicos do jornalismo e foram investigar melhor a história. Passaram duas semanas checando as informações e acabaram descobrindo que a mulher participava de uma organização focada em criar factóides para ludibriar jornalistas incautos de veículos importantes para assim obter manchetes falsas e desmoralizar a imprensa.

O caso é exemplo que todo jornalista deve ter sempre em mente, especialmente nestes tempos de apuração apressada e de busca alucinada por manchetes impactantes. Comprar gato por lebre pode sair muito caro, trazendo perigoso descrédito para o veículo e para os profissionais que caíram na conversa, além de uma muito provável demissão, conforme o estrago feito pela história falsa.