BOM SENSO FAZ BEM À IMPRENSA

A mídia insiste em criticar os comandantes militares da intervenção no RJ exigindo que eles expliquem detalhadamente o que, quando e como serão as ações de combate ao crime.

A discrição dos militares não tem nada a ver com falta de transparência, como boa parte da mídia e e outros segmentos procuram instilar na opinião pública.

É simplesmente uma questão básica de estratégia, ou, em última análise, de responsabilidade.

Se a intervenção foi decidida às pressas e por motivos eleitoreiros, como ficou evidente, é mais um motivo para que os responsáveis por sua aplicação tenham a maior cautela possível no planejamento e prática das ações.

O que os críticos desta postura não compreendem (o que é inacreditável) é que o sucesso das operações que estão sendo planejadas depende fatalmente do sigilo.

Isso é mais que básico, para exércitos e para polícias.

Como pode a mídia querer que todo um plano de enfrentamento a uma estrutura criminosa colossal, organizada, barbaramente violenta e armada como um exército seja divulgado como um projeto de lei a ser votado?